domingo, 16 de maio de 2010

Joana!


Áquela cujas lágrimas cem sobre uma voz escandarada, cujos braços se equiparam a minha fome. Estes lábios, será que nunca se juntarão, mas sempre me puxarão cada vez mais perto e mais enrroscado?

As matizes de mil aços chegam ofuscando minha face na fúria da guerra, da desolação e em campos abandonados.

Os famintos assumem sua posição, quando não suportam mais nada.




Sempre choro quando vejo filmes de batalhas medievais; será que estive lá?

A sensação é reelaborada em palavras para ser escrita.

Se é escrita não é mais sensação, é apenas palavra.

Mas se escrita inspirada na emoção, a sensação não deixa de ser, ela é um sentimento da arte de sentir.

domingo, 9 de maio de 2010

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Era só uma criança, que cresceu e continuou; como homem (insatisfeito), pesquisou, estudou e adentrou em todos os segredos que a vida poderia ter. Já velho ( e ainda insatisfeito), morreu. Morto, quis ser deus.
E Deus então o fez deus.
De sua divindade, se sentiu a semente, na escuridão da terra. Se sentiu germinar, brotar, crescer, florescer. Espalhar sementes e secar. Sentiu-se a terra. Na terra, sentiu-se a pedra, na pedra sentiu-se as profundezas. Sentiu-se a lava, súportou-se quente, mas não suportou a pressão; jorrou-se. Nos gases, sentiu-se o ar; sentiu-se envolvendo o voar dos pássaros, o roçar dos insetos, a sutileza das borboletas, mariposas e sementes voadoras. No ar sentiu-se alto, ele se viu nos olhos da águia, sobrevoando a caçar. E se viu no coração do camundongo, que em tamanha fobia, corria em disparada a se esconder. Ele se viu na língua da girafa, a saborear o frescor da manhã no sereno da folha da árvore. E se viu no olhar curioso da criança a observar uma aranha fazendo teia. Sentiu-se nuvem; a nuvem deslizava no ar. Passava pelos tempos. Sentiu-se o tempo.
Olhou para baixo e viu o homem na terra, viu-o fecundar a mulher, viu o próximo germinar, o nascer, crescer, desenvolver, multiplicar, morrer. E todos esses seres, homens e animais, repetindo-se. E viu que o homem faz a guerra, vida, doença, cura, morte; inventa, constrói e destrói. e viu nas atitudes do homem o desespero. Viu os animais se extinguindo, as plantas secando, a agua findando.
E tudo isso, sendo deus, ele sentiu, ele viu, ele foi. Então subiu mais e mais. Do espaço, ele viu a Terra e descobriu que, apesar de tudo, ela é a mais bela e experiente obra da Vida.

terça-feira, 4 de maio de 2010

aproveitem a inspiração...........


Ás vezes, essas mudanças me assustam

Poderia ficar horas, talves dias

Contando cada história, cada dia, cada pessoa

O mundo não pararia seu tempo para mim

E eu perderia o meu para ele.


Cada alegria, cada dor, cada emoção, cada mínima sensação

Eu poderia sentir de novo.

E dizer o que cada uma delas significou para mim.


Queria escrever um livro, queria compor uma canção

Queria falar da minha vida

Ás novas gerações.

Mas isso tudo vai ficar dentro da minha memória

E do pó ao pó retorne...

Com mais sabedoria.


A vida não passa de um corredor estreito,

Mal feito, cheio de bifurcações, mas com uma única porta

No final de tudo.


E aí não é o fim.


É apenas o começo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vida. Não me conformo como podem existir pessoas crédulas e céticas; cegas, surdas e insensíveis a vida. Pessoas narcisistas, que mais se parecem a uma garrafa de vidro tampada, fria e vazia.
Se conseguissem perceber o que existe ao redor; as luzes, animais, a respiração, o coração batendo, o brilho dos olhos, o tempo.
Ah...., principalmente o tempo, este ser enigmático que vê sermos concebidos, desenvolver-nos, crescermos, envelhecermos e morrermos. O tempo é irredutível, para nós, o tempo começa e o tempo acaba, mas para ele mesmo é algo neutro, está sempre em todos os lugares, vê tudo, ouve tudo.Será que o tempo é Deus?
Sempre me admiro com o tempo. Tudo o que acontece no mundo, no universo, é sempre por uma questão de tempo(ou do tempo), desde um átomo, à formação de um sistema inteiro (ou algo superior, se é que possa existir).
De tudo que já existiu, será que se repete, em outra dimensão? Neste caso, deveria existir outro tempo, o que eu não creio - À este tempo distorcido em outra dimensão, prefiro chamar de memórias e lembranças.
Parastes para perceber essas coisas sutis no seu plano material? Faça-o, e perceberá o quanto é etéreo e atemporal.

domingo, 2 de maio de 2010

namaste

Olá a todos! Voilá, cá estou, estimulada por uma querida amiga, vou começar a postar o que se passa por esta cabecinha infame que vos fala...
Confesso ser uma obra deveras difícil, mas interessante. Por onde começar?
Bom, nesse exato momento, espero meu filhote chegar, e pode parecer piegas, mas a agonia é real, ser mãe é um fato interessante, você quer ser moderna, sei lá, mas a corujice, a vontade de deixar o rebento debaixo da asa existe sim, que atire a primeira pedra quem disser o contrário, pois não acredito. Os filhos são do mundo, já me disseram, você tambem tem sua liberdade e não abre mão, é outra, mas depois que você se torna mãe, não conta ... você torce por ele, suas conquistas, descobertas, saidas... mas também torce para que volte logo para casa, rsrs.
Bom, meu pensamento esta preso a isso, nesses minutos cruéis, mas logo que ele passar por aquela porta, meu coração vai se iluminar, isso é fato!
beijos as todas as mães de plantão, a todos que sonham, e a todos que os realizam !