quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Faz tempo né?
Um conterrâneo em literatura e cultura aleatória estava esses dias desabafando como é difícil encontrar pessoas que saibam debater um assunto  um pouco mais complexo e cultural.
A maioria (triste verdade) vive de falar do que se passou na novela, da nova dieta, da vida da vizinha (aqui, "vizinha" , entenda como uma conotação mais " abrangente"), a roupa ou o cosmético da moda, entre outros itens que faço questão de desconhecer, confesso.
Passei um tempo tentando entender o porquê. De não se encontrar pessoas que falem essa língua mais complexa, desenvolvida com estudos, análises, leituras. Por que sumiram, aqueles seres mais cultos que muitos imaginavam sentados á uma poltrona, numa biblioteca particular, debatendo suas filosofias.
Consegui descobrir que esses seres literatos ainda existem! Apesar de poucos, mas ainda respiram, para a minha felicidade rsrrsr.
O que ocorre para que não percebamos isso, é por culpa do famigerado senhor chamado Tempo.
Nessa vida corrida, infelizmente, acontece de nunca termos tempo, na verdade, de conversar confortavelmente com amigos, de forma a não se preocupar com o vilão relógio, este vil bandido que nos rouba a oportunidade de conhecermos mais profundamente uma ou outra pessoa que possa ser mais interessante, que fale nossa língua, que se identifique com idéias.
Sempre ficamos, todos, presos a esse ser de tic-tac, com conversas cronometradas, que não conseguem se aprofundar nem chegar a uma resolução. Apenas conseguimos vomitar alguma frase ou ideia mais marcante, que fica gravado na memória de outrem, e voltamos a correr, para não perder tempo. Não por culpa nossa, mas por sermos obrigados a "não perder tempo".
E a conversa fica no ar, aquele papo que teria rendido horas de boa prosa, acaba ficando por isso mesmo.
Me dói.
Reconhecer seres que falam sua língua, e não ter tempo de desenvolver algo mais profundo que um mero e rápido "Bom dia".

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