Logo começa os respingos, nada muito extraordinário, mas junto do vento, que agora está mais forte, você começa a ter medo do que virá a seguir.
Então de repente; voilá! A água desce do céu violenta, fustiga a pele com chicotadas rápidas, dolorosas realmente, e você não tem onde se esconder.....
Então... para quê? Esconder? Porquê esconder? Você se indaga; pois que venha!
Os raios! Que iluminam o céu por momentos brevíssimos, mas suficientes para que você saiba de onde vêem, em seguida o ribombar da violenta trovoada, te fazendo gritar no susto. Quando cairá um na sua cabeça é a idéia que passa pelos seus instintos, e sua insanidade ainda te diz:- Não se esconda.
Você não sabe porquê obedecer, mas continua lá.
Demora um tempo interminável, a essa altura, você já se sente parte da tempestade, você sente o poder da natureza sobre o humano, você se mescla, excita, fascina.......
E num momento, ela começa a sessar.....
Cai suave, parando, há tempo você percebe que ela não te machuca mais.Finaliza totalmente.
Pode estar frio, volta uma brisa leve de novo, você esta encharcado até os ossos, num frio que poderia te matar, você jura.
Mas sua alma esta em júbilo!
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